domingo, 15 de março de 2009

Libra Terminais divulga balanço do primeiro bimestre de 2009

A Libra Terminais, em Santos, divulgou o balanço de suas operações no primeiro bimestre de 2009, no Porto de Santos. A empresa movimentou 107.122 TEU e, como resultado dos efeitos da crise econômica mundial, acusou uma queda de 21,4% em relação ao mesmo período de 2008 (136.401 TEU). Segundo o presidente da Libra Terminais, Gustavo Pecly, a perspectiva para 2009 é que a movimentação anual deverá ser afetada em cerca de 9%, “em função da redução dos fluxos de comércio exterior como um todo, afetando o mercado de Santos, também”.

Independente da queda nas operações, Pecly destacou que a empresa tem investimentos programados para o ano. “Pretendemos investir em equipamentos (portêineres, RTG e empilhadeiras) e infra-estrutura portuária o montante global de R$ 181 milhões”, afirmou Pecly.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Conhecendo o Exporta SP

O projeto Exporta SP foi criado em setembro de 2004 e tem objetivo de aumentar a base exportadora do Estado de São Paulo. É tocado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Governo do Estado e Facesp e é voltado mesmo para produtores de pessoas físicas. O coordenador do projeto, José Candido Senna, comenta que muitos produtores de mel, laticícios, ovos, sementes e flores não tem registro formal de empresas.

O primeiro passo foi identificar quem são os exportadores do Estado. Hoje, o sistema de banco de dados chamado SIAEXP tem 3.600 empresas cadastradas. O formulario é simples, mas tem até a NCM do produto. Com essa base de dados, é possível que o exportador possa agir em cadeia, organizando centrais de compras e dividindo custos logísticos para ter economia de escala. "A ideia é criar arranjos produtivos para diminuir o custo unitário de produção. Para que o pequeno se torne grande", comentou Senna.

O segundo passo foi identificar quais são as empresas comerciais exportadoras e importadoras e fazer palestras e eventos de aproximação entre elas e os produtores de bens. Hoje existem 500 empresas somente na região metropolitana de São Paulo. São elas que serão responsáveis pela comercialização dos produtos no exterior e podem compartilhar os custos de viagens, translados, feiras, material de divulgaçãoo, entre outros, com diversos produtores, estimulando assim a exportação. A vantagem é que essas empresas de intermédio já tem contatos e canais no exterior, o que facilita a venda do produto.

O terceiro passo é capacitação e adequação de produtos para enfim chegar na organização de missões comerciais. A ACSP já organizou 15 missões, para levar empresários ao mercado alvo. Muitas vezes até o idioma é uma barreira. "Temos que sensibilizar o empresário da importância da exportação. Por que pode acontecer de um estrangeiro chegar no Brasil e pegar o mercaddo dele. Mas queremos criar competidores globais", concluiu Senna.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Máximas

"Custo é que nem unha, se não cortar, cresce"
Bernardo Hess, diretor-presidente da ALL

“Temos que ser mais eficientes, pois a crise não vai durar o resto da vida. Estamos focados agora na satisfação dos clientes e na gestão de processos”
Roberto Rodrigues, presidente da TNT Mercúrio

terça-feira, 10 de março de 2009

Obras dos módulos de acomodação avançam no Estaleiro TWB

Uma das maiores construções em alumínio naval do País entrou em fase final de edificação nesta semana, no Estaleiro TWB S.A Construção Naval, em Navegantes, Santa Catarina. Frutos de parceria entre Pontec e TWB, os módulos de acomodação da plataforma de petróleo PCH1, da Petrobrás, foram acomodados na posição final de içamento, o que permitirá a conclusão das obras navais e estruturais e o início dos trabalhos de acabamento.

Quando estiverem concluídos, a partir do mês de agosto, os módulos de acomodação terão aparência semelhante à de um hotel. Serão três níveis ou pisos com 48 camarotes e 192 leitos. A estrutura se destina a acomodar confortavelmente as equipes responsáveis por operar a plataforma de petróleo na Bacia de Campos, no Estado do Rio de Janeiro.

Ao todo o imenso bloco de alumínio naval processado tem 13 metros de largura, 31,5 metros de comprimento e 10,7 metros de altura. Quando estiver concluído, inclusive com os acabamentos, pesará cerca de 210 toneladas – o equivalente ao Ferry Boat Ivete Sangalo, recém construído em alumínio naval, pelo Estaleiro TWB, e em operação na Baía de Todos os Santos, na Bahia. Desse total, 150 toneladas são de puro alumínio naval.

Os módulos de acomodação se configuram em mais um exemplo da versatilidade da aplicação do alumínio em construções navais. O processamento dessa matéria prima é uma das especialidades do estaleiro TWB, que na semana passada também entregou mais uma embarcação em alumínio do tipo Crew Boat, de um total de quatro, para a Delba Marítima S.A. “O uso do alumínio naval já está no DNA da nossa empresa”, destacou o presidente da TWB S.A, Reinaldo Pinto dos Santos, satisfeito com o esforço das equipes do estaleiro.

Para o gerente do projeto na TWB, André Martins, a solda das chapas em alumínio recebe atenção especial desde o começo das obras e mais uma vez se configura num diferencial oferecido pela empresa. O estaleiro investe, há vários anos, na formação de mão-de-obra especializada nessa área e os resultados são elogiados por todos os clientes que contrataram a construção de embarcações nos últimos anos.

TITO Global Trade Services encerra 2008 com crescimento de 16%

Mesmo com as adversidades econômicas do mercado mundial, a TITO Global Trade Services, provedora de serviços em logística internacional e em comércio exterior, obteve um aumento de 16% nos negócios em 2008, o que resultou em um faturamento próximo dos US$ 28 milhões. No período, foram operados mais de 117 mil embarques e processos, sendo que 58% no fluxo de exportação e 42% na importação.

“Em razão da crise global, tivemos que rever o estudo orçamentário para nos readequarmos às mudanças do novo cenário econômico mundial, já que a nossa previsão inicial era de um crescimento de 27%”, explica Hermeto Bermúdez, CEO da TITO.

No ano passado, a empresa encerrou o ciclo de investimentos de US$ 1,5 milhão em TI, iniciado em 2007. Os recursos foram utilizados na mudança dos servidores Core para uma estrutura de Datacenter, que possibilita acesso ao sistema de qualquer parte do globo, oferecendo assim uma condição de negócio diferenciada. Também foi modernizada a malha de comunicação, passando do tradicional Frame Relay e migrando para uma rede MPLs, onde o gerenciamento do tráfego de dados é o maior benefício.

“Os investimentos em TI permitiram uma maior integração com nossos clientes e parceiros de serviços, além de dar transparência aos processos”, afirma Bermúdez.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Especialista faz diagnóstico das hidrovias norte-americanas

O governo brasileiro lançou um pacote de estímulo ao modal hidroviário de R$ 18 bilhões, a tarefa que será executada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT). O NetMarinha defende o uso de hidrovias e fez uma série de reportagens no ano passado mostrando o descaso do poder público em relação ao tema.

Apenas como comparação, entrevistamos Michael Winkler, presidente do Coastal and River Information Service, órgão projetado para ser a principal fonte de informações sobre o transporte doméstico e sobre o litoral e águas interiores dos EUA, e pesquisador do Engineer Research and Development Center (ERDC – USACE). Ele contou que as hidrovias norte-americanas movimentam em torno de 625 milhões de toneladas por ano ou 567 milhões de metros cúbicos.

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Especialista faz raio-x de hidrovias norte-americanas

Primeira semana de março fecha com superávit de US$ 284 milhões

Entre os dias 1º e 8 de março – primeira semana do mês – as empresas brasileiras exportaram US$ 2,682 bilhões (média diária de US$ 536,4 milhões) e importaram US$ 2,398 bilhões (média diária de US$ 479,6 milhões). No período, o saldo comercial (diferença entre os valores exportados e importados) ficou superavitário em U$ 284 milhões (média diária de US$ 56,8 milhões) e uma corrente de comércio (soma das exportações com as importações) de US$ 5,080 bilhões.

Pelo critério da média diária, as exportações brasileiras, na primeira semana de março, apresentaram queda de 14,9% sobre a média registrada em todo mês de março de 2008 (US$ 630,7 milhões), em virtude de declínio nas vendas internacionais de produtos manufaturados (-24,3%) – principalmente aviões, veículos de carga, laminados planos de ferro ou aço, etanol, autopeças, calçados e pneumáticos – e semimanufaturados (-17,5%) – por conta de catodos de cobre, madeira serrada, semimanufaturados de ferro e aço, couros e peles, óleo de soja em bruto, celulose e ferro-ligas. As exportações de básicos, por sua vez, cresceram 4,3% - por causa de minério de ferro, minério de cobre, soja em grão e fumo em folhas.

Em relação ao desempenho médio diário verificado em fevereiro deste ano (US$ 532,7 milhões), houve um crescimento de 0,7%. Nessa comparação, foram observados aumentos nas vendas de manufaturados (+2,8%). No entanto, as exportações de semimanufaturados e básicos caíram 6,3% e 1,5% respectivamente.

As importações, na mesma comparação, registraram decréscimo de 17,5% sobre a média diária registrada em todo mês de março do ano passado (US$ 581,3 milhões), em virtude de gastos com combustíveis e lubrificantes (-44,7%), cobre e suas obras (-42,2%), produtos de borracha (-32,3%), veículos automóveis e partes (-21,9%), cereais e produtos de moagem (-17,5%) e equipamentos elétrico-eletrônicos (-16,8%).

Sobre o desempenho das importações em fevereiro de 2009 (média diária de US$ 434,5 milhões), houve alta de 10,7% por conta de produtos de cobre (+103,4%), farmacêuticos (+50,2%), combustíveis e lubrificantes (+37,5%), equipamentos elétrico-eletrônicos (+25,1%), aeronaves e peças (+24,3%) e veículos automóveis e partes (+13,3%).

O saldo comercial na primeira semana de março - US$ 284 milhões, com média diária de US$ 56,8 milhões - ficou 15% acima do verificado em março de 2008. Em relação a fevereiro, foi observada uma retração de 42,1%.

Ano

No ano, até a primeira semana de março, as exportações brasileiras acumularam US$ 22,052 bilhões, com média diária de US$ 501,2 milhões. Esse desempenho foi 21,3% menor que o registrado no mesmo período do ano passado (US$ 637,1 milhões).

As importações totalizaram, no mesmo período, US$ 20,525 bilhões, com um desempenho médio diário de 466,5 milhões, valor 22,5% inferior que o verificado no mesmo período do ano passado (US$ 602 milhões).

O saldo comercial, no acumulado do ano, chegou a US$ 1,527 bilhão (média diária de US$ 34,7 milhões). Pelo critério da média diária, esse desempenho foi 1% menor que o observado no mesmo período de 2008 (US$ 35,1 milhões).